segunda-feira, 11 de setembro de 2017

IDEOLOGIA DE GÊNERO: O EXPERIMENTO PSICOLÓGICO MAIS CRUEL DE TODA HISTÓRIA

Uma história real de tortura psicológica com passagens dignas de um roteiro de cinema sombrio.
Considerado como o experimento psicológico mais cruel da história, o “Caso de David Reimer” trata da vida de um canadense castrado acidentalmente quando tinha apenas 8 meses de idade, que logo após passou por uma espécie de “tratamento” experimental de re-atribuição de gênero, que incluía a remoção de seus testículos e a criação de uma vagina.
Os gêmeos univitelinos Bruce e Brian Reimer nasceram em 1965, em Winnipeg, Canadá. No norte dos Estados Unidos e Canadá a circuncisão é um hábito, e por recomendação média os pais dos garotos decidiram submeter os filhos à operação. Acontece que no procedimento, uma falha com o cauterizador elétrico fez com que o pênis de Bruce fosse completamente chamuscado. O que posteriormente necrosou o órgão, que dias depois se desprendeu do corpo.
O desenvolvimento da cirurgia de reconstrução genital ainda era um assunto prematuro, o que deixou poucas opções para o menino Bruce ter seu pênis de volta. Pouco tempo depois, os pais do garoto descobriram um médico de Baltimore que defendia a teoria da inexistência de uma sexualidade inata. Isso quer dizer que para ele era possível mudar a sexualidade das pessoas através de um “redirecionamento”.
O nome do tal médico era John Money, um sexólogo conhecido e com boa reputação dentro dos círculos da Psicologia, que preservava ideias sobre como a influência ambiental tinha forças em relação à biologia. O médico estava convencido de que a educação era o que determinava a “conduta” das pessoas.
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Quando os pais dos garotos decidiram se aconselhar com Dr. Money, ele viu no caso uma ótima oportunidade de dispor de um “voluntário” para experimentar sua teoria. Bruce seria a cobaia perfeita para o médico analisar, já que o irmão Brian seria como uma espécie de “clone normal” – porque seus níveis genéticos eram praticamente simétricos -, o que serviria de molde de comparação para o caso.
Foi então que Dr. Money aconselhou a família a submeter Bruce a uma “educação conforme seu novo gênero”: isto é, educa-lo como se fosse uma menina. A partir dali Bruce passou a ser chamado de Brenda, e tudo o que os pais precisavam fazer era nunca mencionar o assunto de sua sexualidade artificial.
Não demorou muito até que “Brenda” reagisse ao tratamento. A “garota” odiava bonecas e “brinquedos de menina”, além de rasgar os vestidos constantemente.
O medo dos pais de Brenda, de que ela descobrisse a verdade, só cresceu com o tempo, e os problemas começaram a ficar cada vez mais sérios. Enquanto crescia, os efeitos hormonais começaram a aparecer, e apesar do tratamento de “feminização” com estrogênios, Brenda começou a desenvolver musculatura e estatura masculinas. Isso tudo desencadeou uma infância e adolescência cercada de Bullying e toda a crueldade da chacota de crianças de sua escola.
Os irmãos passaram bons tempos indo à consulta com Dr. Money para avaliação. Segundo ambos os irmãos declararam mais tarde, o “tratamento” do médico trouxe consequências perturbadoras para eles. Na biografia de David Reimer (como Bruce escolheu ser chamado mais tarde), ele contou que o médico lhes mostrava fotografias sexuais, que eram segundo ele, necessárias pra “redirecionar” sua sexualidade.
Uma das cenas mais marcantes da terapia, segundo David, aconteceu quando Dr. Money lhes obrigava a tirar a roupa contra a vontade, fazendo com que “Brenda” ficasse de quatro enquanto seu irmão fazia movimentos e toques pseudo-sexuais contra o traseiro da irmã, como se estivessem em um ensaio sexual. David nunca superou aqueles anos.
Durante muito tempo Dr. Money relatou o desenvolvimento dos Reimer como o caso “João/Joana”, descrevendo o experimento como desenvolvimento de gênero feminino bem-sucedido, usando o caso para apoiar a mudança de sexo e a reconstrução cirúrgica mesmo em casos não- intersexuais (sem variação de caracteres sexuais).
A experiência dos garotos foi traumática, em vez de terapêutica, e quando Dr. Money começou a pressionar os pais para que enfim realizassem a tal cirurgia de construção da vagina, a família decidiu interromper as visitas. Desde os 22 meses de vida até a adolescência, David urinou através de um orifício que cirurgiões fizeram em seu abdômen.
Conforme amadureceu, “Brenda” negou-se a continuar tomando os estrogênios e suas tentativas de suicídio começaram a se tornar um problema bem sério. Quando Dr. Money foi afastado, o pai resolveu finalmente contar a verdade de sua história.
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Depois de ouvir o relato, “Brenda” passou a ser David (como falamos acima), incluindo tratamentos com injeções de testosterona, mastectomia dupla (remoção das mamas) e duas operações de faloplastia (para aumentar o pênis). Mais tarde David até se casou.
Pouco tempo depois sua história se tornou pública. David perdeu o emprego e a mulher. Em seguida, seu irmão Brian suicidou-se com overdose de antidepressivos, e segundo reportagens, Brian fez isso por causa da profunda culpa que sentia por ter saído ileso da operação e dos anos de frustração ao ver seu irmão sofrendo.
É duro pensar que David teve essa vida traumática por causa do egoísmo de um sexólogo oportunista cheio de certezas. Por simplesmente não ter tido o livre arbítrio de se desenvolver como sentisse ser verdade. Esse estudo, a essa altura, pode não ter provado a teoria de Money como verdade, mas serve de reflexão sobre o determinismo de certos “intelectuais”.
Tudo na vida deve ser questionável. Não é de hoje que a ignorância é o acúmulo em excesso de “certezas” como as do Dr. Money. Somos todos resultados de combinações, circunstâncias e coincidências que moldam nossa “maneira de ser”, mas nunca nossa sexualidade. Não devemos nunca ser coadjuvantes da nossa própria existência. Temos o direito de decidir o que somos e como somos.
Como consequência desta história, na manhã de 5 de maio de 2004, David se suicidou no estacionamento de um supermercado, com um tiro na cabeça, com apenas 38 anos de idade.

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