quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

CINCO DIAS DEPOIS DE DENUNCIAR AS FALCATRUAS DA SEITA UNIVERSAL, MAIOR LARANJA DA IURD MORRE A PAULADAS!

Após denúncia, ex-diretor da Universal morre de pancada

Waldir Abrão
Polícia não desvendou
 a causa  da morte 
de Waldir Abrão
Waldir Abrão (foto), 81,  diretor da Igreja Universal de 1981 a 1986, encaminhou no dia 18 de novembro a um escritório de São Paulo um relato sobre como, segundo ele, foi usado pelo bispo Edir Macedo em operações financeiras ilegais que trouxeram dinheiro do exterior para a compra de uma TV em Goiânia (GO).

Seis dias depois ele levou uma pancada na cabeça e foi encontrado no corredor do prédio onde morava no Rio. Internado no hospital Souza Aguiar, morreu no dia 26. A polícia procura o assassino.

Abrão tinha registrado no escritório Marzagão, Amaral e Leão Advogados Associados, de São Paulo, um documento (chamado de instrumento particular de declaração) com 23 páginas que serviria para a abertura de uma ação contra a igreja por cobrança de débito. A informação é do jornalista Rubens Valente, da Folha.
No documento Abrão relata irregularidades da  Universal, algumas com a participação dele, como ‘laranja’.

Contou que o seu nome foi usado sem o consentimento para, em operações fictícias de empréstimo, lavar entre 1992 e 1993 cerca de R$ 7 milhões (em valores de hoje) para a compra da emissora de Goiás.
Esse dinheiro veio da Cableinvest e Investholding, empresas offshore instaladas nas Ilhas Cayman – um paraíso fiscal.

Por causa desses empréstimos, que nunca foram pagos, Abrão foi pego pela malha fina da Receita Federal, que, em 1997, lhe aplicou multa de R$ 1,8 milhão decorrente de imposto devido.

No documento, Abrão afirma que foi um dos primeiros ‘laranjas’ de Edir Macedo, a quem conheceu na época da Igreja da Bênção, a futura Igreja Universal.

Falou que Macedo tinha total controle do dinheiro arrecadado. “O dinheiro era contado e repassado para os doleiros que o encaminhavam para o exterior.”

Em 1988, Abrão foi convencido por Edir a se candidatar a vereador no Rio. “Eu não sabia que o convite iria sair tão caro”, disse. O nome dele e de sua mulher foram usados como fiadores de aproximadamente 660 contratos de aluguel para templos.

Abrão teve de responder a várias ações judiciais por causa de atraso no pagamento de aluguel. “Fui o maior laranja da Universal.”

Depois do mandato de vereador, Abrão se distanciou da Igreja e desde estão vinha tentando limpar o seu nome na Receita Federal.

Disse que tentou “acertar as contas” com a igreja, mas nunca foi atendido.

No dia 10 de agosto de ano, a Justiça de São Paulo  abriu ação criminal contra Edir Macedo e outro nove integrantes da Universal por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

INVESTIGAÇÃOatualização em 19/12/2009

Maurício Luciano, delegado da 18ª Delegacia do Rio, disse ontem (18) que Waldir Abrão morreu de traumatismo craniano, mas não sabe se foi por acidente, como um tombo, ou assassinato. Disse que foi aberto um inquérito.

O Ministério Público de São Paulo informou que vai investigação o depoimento que o ex-diretor da Universal deixou no escritório de advocacia.

A Igreja Universal não se manifestou. 

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