sexta-feira, 12 de agosto de 2016

MARGEM DE LUCRO DAS MONTADORAS NO BRASIL É TRÊS VEZES MAIOR QUE NOS ESTADOS UNIDOS!

VEJA O QUANTO VOCÊ, QUE COMPRA CARRO ZERO PARA OSTENTAR, É OTÁRIO!





Os dirigentes das montadoras disseminam há décadas a tese de que a causa do alto preço do carro no Brasil é o imposto. O mantra pegou e é quase senso comum que a carga tributária é o que faz o brasileiro pagar o carro mais caro do mundo!

Outro fator que costuma ser citado é o custo Brasil, um conjunto de dificuldades estruturais e burocráticos, destacando-se a qualificação profissional e uma estrutura logística cara, insuficiente e arcaica. As enormes dificuldades que o empresário enfrenta para produzir no Brasil explicam, em parte, o alto preço praticado – não apenas do carro, mas de em qualquer produto.



Mas impostos nem o custo Brasil justificam os US$ 37.636,00 que o brasileiro paga por um Corolla, enquanto que seu colega norte-americano paga US$ 15.450,00. Na Argentina, país mais próximo tanto geograficamente quanto em relação Às dificuldades e problemas, o Corolla também custa mais barato: US$ 21.658,00!



No Paraguai, o consumidor paga pelo Kia Soul US$18 mil, metade do preço no Brasil! Ambos vem da Coréia. Não há impostos que justifiquem tamanha diferença. O Volkswagen Jetta custa RS$ 65 mil no brasl, menos de RS$40 mil no México e RS$30 mil nos EUA – a propaganda do carro, aliás, tem como protagonista não um executivo, mas um... universitário sofrido. Há vários outros motivos. Cito mais um: o hyundai ix35 é vendido na Argentina por RS$ 56 mi. O consumidor brasileiro paga RS$ 88 mil!



Se o custo Brasil fosse um fardo pesado nas costas do empresário, seria impraticável a redução de margem operacional. A crise de 2008 revelou, porém, que havia gordura para queimar: os preços despencaram!

O índice Autoinformer/Molicar indicou queda média de preço de 10,1% desde a crise de 2008. carros de algumas marcas tiveram queda de preço de 20%. Não se tem notícia que essas empresas tenham entrado em colapso por causa disso.

O Hyundai Azera, que era vendido por RS$100 mil, passou a custar RS$ 80 mil após a crise de 2008. descontos de RS 5 milaté RS$ 10 mil foram comuns no auge da crise, revelando a enorme margem com que algumas montadoras trabalham: em 2010 a GM vendeu um lote do Corsa Classic com desconto de RS$ 35% para uma locadora paulista, conforme um ex-executivo da própria locadora.



A chegada dos chineses desvendou o mistério. Equipados e baratos, ameaçaram marcas tradicionais. O QQ, da Chery, chegou recheado de equipamentos, alguns inexistentes mesmo em carros de categoria superior, como airbags, freio abs, sistema de som e sensor de estacionamento. Preço: RS$ 22.990,00. mas daria para vender por RS$ 19,9 mil, segundo uma fonte da importadora, não fosse a pressão dos concessionários por uma margem maior.



Em março de 2011, a também a também chinesa Jac Motors começou a vender no Brasil o J3 por RS$ 37, 9 mil. Reação imediata: a Ford reposicionou o Fiesta hatch, passou a vender o carro pelos mesmos RS$ 37,9 mil e instalou nele alguns dos equipamentos que o chinês trazia de série, mas apenas em São Paulo, Rio e Brasília – onde o J3 ameaçava o concorrente.

Mesmo assim, as montadoras instaladas no Brasil se sentiam ameaçadas e, argumentando a defesa do emprego na indústria nacional, pediram socorro ao governo, sendo prontamente atendidas: medida editada em setembro de 2011 impôs super IPI Às empresas que não tem fábrica no país. Pela primeira vez, a Anfavea – associação das montadoras – cujos associados não foram atingidos pelo imposto extra, não se rebelou contra a nova carga tributária.

A maioria das importadoras absorveu parte dos impostos adicionais e praticou um aumento inferior ao que seria necessário para manter a margem de lucro, indicando que havia muita gordura.

A grande diferença de preço do carro vendido no Brasil em relação a outros países chamou a  atenção do senado. A pedido da senadora Ana Amélia (PP/RS), a comissão de Assuntos Econômicos do Senado convocou audiência pública para “discutir e esclarecer as razões para os altos preços dos veículos automotores no país e discutir medidas para a solução do problema”.

Realizada na semana passada, com a presença de representantes do Ministério da Fazenda, do Ministério do Desenvolvimento, do Ministério Público Federal, do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e deste jornalista. Lamenta ausência da Anfavea, a audiência revelou (por um estudo apresentado pelo Sindipeças) que a margem de lucro das montadoras instaladas no Brasil é três vezes maior que nos Estados Unidos! No Brasil é de 10% e nos Estados Unidos é 3% e a média mundial é de 5%.

A discussão deve continuar, enquanto houver tanta gordura para queimar!

Fonte: http://pensadoranonimo.com.br/margem-de-lucro-das-montadoras-no-brasil-tres-vezes-maior-que-nos-eua/











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