terça-feira, 12 de abril de 2016

A MÁFIA NA COPA LIBERTADORES!

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'PANAMA PAPERS' REVELAM NOVAS OFFSHORES EM ESQUEMA DE FUTEBOL SUL AMERICANO!


Negociação de direitos de transmissão dos jogos pela TV expõe malha de empresas instaladas em paraísos fiscais, entre elas cinco até agora desconhecidas

UOL e Estado *
Documentos da Mossack Fonseca revelam uma rede de pelo menos 15 empresas, a maioria em paraísos fiscais, controlando os direitos de transmissão de jogos da Copa Libertadores, maior torneio de clubes do futebol sul-americano. Contratos e comprovantes de pagamentos mostram que parte do dinheiro ganho com a competição era enviado para essas offshores. O esquema é investigado pelo FBI, a polícia federal norte-americana, por envolver o pagamento de propina por meio de acordos com dirigentes da Conmebol (Confederação Sul-americana de Futebol).

Os arquivos mostram a existência de pelo menos cinco offshores que não eram até o momento conhecidas pelas investigações ou não tiveram seus nomes divulgados antes da publicação da série Panama Papers.
Sede da Conmebol
Essas offshores integravam uma malha de empresas com poder sobre os direitos de transmissão da Libertadores. Tinham força para direcionar os valores recebidos de emissoras de TV para diferentes paraísos fiscais, como Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Britânicas, Turks & Caicos e Chipre.

Uma investigação do FBI sobre esta rede de operações levou à prisão de dirigentes da Conmebol, como o ex-presidente da entidade Nicolas Leoz. Executivos envolvidos, como o brasileiro José Hawilla, confessaram os crimes e indicaram dirigentes e ex-dirigentes da CBF como Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e José Maria Marin entre alguns dos beneficiários dos subornos.
Para o FBI, o pagamento de propinas era gerenciado pelo argentino naturalizado brasileiro José Margulies.  Procurado pela reportagem, o advogado brasileiro de Margulies, Jair Jaloreto, afirmou que não comentaria o caso das offshores.

Análise no banco de dados do Panama Papers revelou a existência de 41 pessoas assinando contratos ou como representantes de firmas que tinham negócios na indústria do futebol. Foram encontradas também 15 offshores ligadas ao assunto na documentação da firma panamenha, sendo que pelo menos seis nunca tiveram até hoje seus nomes mencionados em relatos sobre o escândalo do futebol: Arco Business & Development Ltd, Powermill S. A., Henlets Groups S. A., Medak Holding Limited e BeleggIngsmaertshappij Vechtmond.

A série Panama Papers, que começou a ser publicada no dia 3 de abril,é uma iniciativa do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), organização sem fins lucrativos e com sede em Washington, nos EUA. Os dados foram obtidos pelo jornal Süddeutsche Zeitung. O material está sendo investigado há cerca de um ano. Participam desse trabalho com exclusividade no Brasil o UOL, o Estado e a RedeTV!.
Rede de offshores. O centro do esquema era a T&T Sports Marketing Ltd, com sede nas Ilhas Cayman, um paraíso fiscal no caribe. Essa offshore detinha os direitos de transmissão da Libertadores por meio de contrato com a Conmebol. Pelo acordo, pagaria entre US$ 22 milhões e US$ 27,8 milhões anualmente pelos direitos entre 2008 e 2018.

Os donos da T&T são a Torneos y Competencias, empresa com sede na Argentina, e a Fox Pan American Sports, subsidiária da rede Fox em Delaware.
O Estado de Delaware, na costa leste dos EUA, tem condições especiais para empresas que ali se instalam. É uma espécie de paraíso fiscal dentro do país.
No caso da Torneos, seus acionistas eram outras três empresas e um executivo: a DLJ Offshores Partners, na Holanda, a Nofal Sports Holding AS, em Buenos Aires, e a DirecTV Latin America, além do executivo Alejandro Buzarco –que é réu confesso na Justiça dos EUA por pagar propinas a cartolas.

A Fox sempre alegou não participar na gestão da T&T. Essa versão sofre agora uma avaria. É que um documento do arquivo da Mossack Fonseca mostra que a rede norte-americana de TV indicou três diretores da T&T.
Após o rompimento do acordo da T&T com a Conmebol, a Fox herdou o contrato, no final de 2015.
Anteriormente, a T&T tinha como um dos sócios a Continental Sports Marketing, um braço do grupo Traffic, de José Hawilla, nas Ilhas Cayman. A empresa vendeu sua participação há mais de uma década.
Mas essas não eram as únicas empresas envolvidas. A T&T firmou uma série de acordos paralelos para distribuir o dinheiro da competição sul-americana. Primeiramente, vendeu, em 2012, todos os direitos de transmissão da Libertadores para o Brasil para a Torneos & Traffic, com sede na Holanda.

É por essa razão que foi com essa empresa que a TV Globo assinou os seus contratos para comprar os direitos da Libertadores. Os arquivos registram pagamentos de mais de US$ 20 milhões da emissora brasileira em 2013 –que nega ter cometido irregularidades.
A TV Globo fez novos contratos para comprar direitos da competição sem intermediários, no início de 2016, com o rompimento dos acordos anteriores pela Conmebol.
Os papéis da Torneos & Traffic levam a quatro novas offshores, todas desconhecidas do público dentro do escândalo da Conmebol.
Organograma sobre offshores envolvidas em contratos com o futebol sul-americano
Um contrato de janeiro de 2005 mostra que a Torneos & Traffic Sports Marketing B.V. chamava-se Unimed B.V. e pertencia a outra empresa com sede na Holanda, a Beleggingsmaatschappij Vechtmond I B.V.. O documento determina a transferência das ações da Unimed para a Medak Holding Limited, empresa indicada em um organograma até hoje inédito e que detalha o fluxo dos acertos financeiros.
Esse organograma é um dos documentos dos Panama Papers mais rico em detalhes sobre os negócios do futebol latino-americano. Trata-se de um quadro meticuloso mostrando a malha de empresas envolvidas nas transações. Há uma versão original e outra com anotações de valores.
Esse organograma confirma a compra da Torneos & Traffic, ainda com seu nome antigo, pela Medak, sediada em Chipre.
Revela também mais um elo dessa cadeia: indica que a Medak pertence a outra offshore, sediada no Uruguai, a Henlets Group. Seu acionista era Enrique Cascardo, jornalista uruguaio que já morreu e não aparecia até hoje como envolvido nas investigações sobre o caso.

Ainda que a Medak seja acionista da Torneos & Traffic, essa empresa não era a única beneficiada pelo fluxo de dinheiro resultante dos contratos de serviços de transmissão da Copa Libertadores da América.
Os papéis mostram que outra offshore, a Arco Business & Development, nas Ilhas Virgens Britânicas, levou US$ 12 milhões. O dono da Arco é outra empresa, a Powermill S.A., também sediada nas Ilhas Virgens, e que tem como acionista Javier Orden, outro nome até então desconhecido.
José Margulies. De toda a rede, a parte mais notória é a que envolve o argentino naturalizado brasileiro José Margulies. Ele foi um dos 14 indiciados pelo FBI em maio de 2015 e o único a não ser preso.
Margulies e seus parentes estão relacionados a três offshores já conhecidas no esquema dos contratos. Eles controlavam a Somerton, empresa sediada nas Ilhas Turks e Caicos, que tinha contrato para receber US$ 1 milhão por ano pelas edições da Libertadores de 2007 a 2014 e foi substituída pela Valente Corporation, outra empresa dos Margulies em 2006, que recebeu US$ 1,6 milhão por ano.
Os Margulies ainda são donos da empresa brasileira Spoart Promoções e Empreendimentos Artísticos e Esportivos Ltda, que recebeu US$ 800 mil por ano no esquema.
O organograma ainda mostra a existência de uma empresa chamada TyC International, versão mundial da argentina Torneos y Competencias S. A. com sede na Holanda. A empresa é uma das licenciadoras da Fifa para os direitos de transmissão da Copa do Mundo da Rússia em 2018.
Leia mais sobre os arquivos da Mossack Fonseca no site panamapapers.icij.org (em inglês).
*Participaram desta reportagem Fernando Rodrigues, André Shalders, Mateus Netzel, Douglas Pereira e Rodrigo Mattos, do UOL, e Jamil Chade, José Roberto de Toledo, Daniel Bramatti, Rodrigo Burgarelli, Guilherme Jardim Duarte, Isabela Bonfim e Mateus Coutinho, de O Estado de S. Paulo. Além destes, participam da série Panama Papers, Diego Vega e Mauro Tagliaferri, da RedeTV!.

Brasileiro envolvido em escândalo da Fifa negocia delação nos EUA

José Margulies tem participado de reuniões com autoridades americanas; objetivo dos procuradores é explicar a intrincada rede de empresas usadas para o pagamento de propinas

Jamil Chade
09 Abril 2016 | 15h 00
José Margulies, um dos pilares do esquema de pagamento de propinas no futebol sul-americano, está prestes a assinar um acordo de delação premiada com a Justiça norte-americana. A reportagem do Estado apurou com exclusividade que o brasileiro tem feito reuniões frequentes com as autoridades dos Estados Unidos. Fontes próximas da investigação indicaram que o objetivo dos procuradores é fazer com que Margulies explique a intrincada rede de empresas usadas para o pagamento de propinas e, em especial, quem pagou e quem foram os destinatários finais do suborno no futebol.
Segundo o inquérito da Justiça, Margulies seria o elo entre os diferentes atores do esquema. O FBI considera que, se ele falar tudo o que sabe, poderá abrir uma nova frente de investigações.
No dia 24 de novembro, Margulies admitiu culpa em denúncias de lavagem de dinheiro. Seu acordo já envolveu um depósito de US$ 9,2 milhões e seu julgamento está marcado para o dia 24 de junho, em Nova Iorque. Até lá, as negociações sobre o que ele vai delatar vão determinar a pena que poderá pegar.
Com 72 anos, o brasileiro tenta reduzir seu tempo de condenação. “Ele sabe que já perdeu tudo, que foi pego”, indicou ao Estado um agente próximo ao caso.
Aos americanos, interessam principalmente os dados sobre o envolvimento de emissoras dos EUA  em um eventual esquema e se elas sabiam que o dinheiro, ao final, também iria para os cartolas. Outro objetivo dos americanos é coletar dados suficientes sobre cartolas que ainda não estão presos, entre eles Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero. Ambos já foram citados no indiciamento da Justiça. Mas, por estar no Brasil, não tiveram suas prisões realizadas.
Segundo documentos obtidos com exclusividade pelo Estado, o FBI ainda identificou contas com o envolvimento de Ricardo Teixeira, o ex-presidente da CBF, em pelo menos três bancos suíços: o UBS, o Banca del Gottardo e o BSI. Em duas dessas contas, um total de US$ 800 mil foram transferidos de contas nos EUA para a Suíça, por meio da Somerton, empresa também controlada por José Margulies.
Margulies pode ainda ser importante, segundo as fontes, no julgamento que ainda não começou de José Maria Marin, que está em prisão domiciliar em Nova Iorque.
No indiciamento de maio de 2015 na Justiça americana, Margulies é apontado como o intermediário responsável por fazer os pagamentos de propinas em nome de José Hawilla, dono da Traffic e que admitiu sua culpa diante dos tribunais americanos.
O FBI já havia identificado como Margulies era o controlador da Valente Corp, citada ao lado de outra empresa de Margulies, a Somerton, e referidas como “as intermediárias de Margulies”. Na avaliação da Justiça americana, elas eram parte de uma “sofisticada técnica de lavagem de dinheiro” criada por Hawilla para pagar propinas, baseada em “intermediários para fazer pagamentos secretos”.
“Margulies usou contas em nome de empresas offshore que eram mantidas em instituições financeiras dos EUA para fazer pagamentos em nome de Hawilla”, indicou o FBI. “José Margulies usou as contas das intermediárias de Margulies em instituições financeiras dos EUA para movimentar milhões entre empresas de marketing esportivo e dirigentes que eram receptores de pagamentos ilícitos”, indicou. As contas estavam na Flórida e em Nova Iorque.
Segundo a Justiça dos EUA, Margulies “tomou iniciativas adicionais para esconder a natureza dos pagamentos além do uso das contas nos EUA”. “Ele usou os serviços de doleiros, destruiu registros de suas atividades e incentivava os dirigentes que recebiam a propina a evitar usar contas em seus nomes”.
De acordo com o inquérito dos EUA, a empresa Valente transferiu, apenas entre março de 2003 e março de 2008, um total de US$ 3,5 milhões para dirigentes como o venezuelano Rafael Esquivel e os ex-presidentes da Conmebol Nicolas Leoz e Eugenio Figueredo.
Margulies ainda foi apontado pelo FBI como tendo participado de outro esquema de corrupção, desta vez envolvendo um tabela de propinas para a Copa América, inclusive com montantes destinados para a CBF.
Em concorrência, as empresas Traffic, Torneos e Full Play criaram uma companhia única – a Datisa – que pagou US$ 317,5 milhões para a Conmebol para ficar com os direitos da Copa América até 2023. A mesma Datisa destinou US$ 100 milhões para pagar, até 2023, propinas aos cartolas pelas edições do maior torneio das Américas.
Pelo esquema montado, o presidente da CBF em exercício receberia uma propina de US$ 3 milhões por cada edição da Copa América que fosse para a Datisa.
Margulies, uma vez mais, foi peça chave. “Ele participou também do esquema da Datisa, facilitando o pagamento e lavando o dinheiro de propinas por contas controladas por acionistas da Datisa”, indicou o inquérito dos EUA. Entre 2013 e 2014, por exemplo, ele ajudou a Full Play a transferir quase US$ 3,8 milhões de contas nos EUA de suas intermediárias para o banco Hapoalim, em Zurique. Essa conta era também do venezuelano Esquivel.
Segundo o inquérito dos EUA, em maio de 2014, Hawilla se reuniu com Hugo Jinkis, Mariano Jinkis e Alejandro Burzaco no sul da Flórida. Durante o encontro, Burzaco apenas disse sobre a Datisa: “Todos podemos ser afetados por esse projeto. Podemos todos ir para a prisão”.

Em contrato, offshore controla até regras da escalação dos times da Libertadores

Cláusula traz exigência de número mínimo de titulares por parte dos times que disputam a principal competição interclubes de futebol da América do Sul

Rodrigo Burgarelli
09 Abril 2016 | 15h 00
O contrato de cessão dos direitos para transmitir os jogos da Copa Libertadores assinado entre a Conmebol e a empresa T&T Sports Marketing Ltd, registrada nas Ilhas Cayman, dava amplo controle à offshore sobre regras essenciais para o funcionamento do torneio. Entre essas regras está a decisão sobre os locais e os horários dos jogos e até sobre a escalação das equipes que disputam a maior em mais importante competição interclubes da América Latina.
A reportagem obteve cópia do contrato de cessão de direitos de transmissão da Copa Libertadores, que está entre os 11,5 millhões de documentos dos Panama Papers. O contrato foi enviado em meio a vários outros arquivos após exigência do departamento de compliance da Mossack Fonseca, que havia sido contatada para se tornar o agente registrado de parte da rede de offshores criada para explorar esses direitos de transmissão. Como uma das empresas era incorporada na Holanda, país com legislação bancária mais rígida, o escritório local da firma panamenha foi obrigado a comprovar a origem dos fundos que estavam no nome das companhias.
O contrato em questão foi assinado em 2008, e traz informações também sobre um período anterior a essa data. No total, estão detalhados os pagamentos para a cessão dos direitos de gravação, produção, transmissão e distribuição das partidas desde 2003 até 2018, em caráter exclusivo. A empresa, portanto, poderia renegociar esses direitos com as redes de televisão de qualquer país interessado. Os valores que deveriam ser pagos pela T&T Sports Marketing Ltd eram de US$ 22 milhões por ano até 2010, U$ 22,2 milhões por ano de 2011 a 2014 e U$ 25,3 milhões por ano de 2015 a 2018, além de US$ 4 milhões de luvas pela assinatura do acordo. O valor total do contrato, portanto, é de US$ 370 milhões - ou mais de R$ 1,3 bilhão pelos 15 anos.
Há várias cláusulas extras no contrato que dão uma série de benefícios para a offshore das Ilhas Cayman. Uma delas afirma que, se as condições macroeconômicas da América Latina sofrerem qualquer mudança substancial no período de vigência, as condições econômicas do contrato poderiam ser renegociadas "de boa fé" por ambas as partes. Além disso, a Conmebol cedeu à empresa uma opção prioritária para renovar o contrato após o seu vencimento, em 2018. Caso a entidade decidisse fazer uma licitação para vender os direitos de transmissão para um período posterior, a T&T Sports Marketing Ltd teria a opção de igualar o valor máximo oferecido.
Além disso, a cláusula 4.7 deixa claro que a Conmebol deve exigir de todos os clubes participantes que joguem todas as partidas com suas equipes profissionais principais. Isso significa que os times devem usar pelo menos sete jogadores que habitualmente tenham participado como titulares em pelo menos 15 partidas da primeira divisão de seus países. A única exceção seria se algum clube contratasse algum jogador de "renome" que não tivesse  disputado a competição anterior. "No caso de (a Conmebol) não fazer (a exigência dos titulares), haverá sérias sanções", prevê o contrato.
Outra condição benéfica para a T&T Sports Marketing Ltd está na cláusula 4.3, que afirma que a offshore deve estar incluída na definição dos lugares, datas e horários da partida do evento com a devida antecipação. Os representantes da empresa também devem ter acesso livre e com facilidade aos estádios onde o evento está sendo realizado.

Um comentário:

  1. Parabéns aos responsáveis pelo portal Questiona Brasil pelo ótimo conteúdo. Aproveito para deixar uma dica aos visitantes de um site de busca de licitações: www.e-licitacoes.net. Abraço!

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