quarta-feira, 16 de março de 2016

DILMA, LULA E O PT ROUBARAM, MAS TEM GENTE QUE ROUBOU MUUUITO MAIS E O POVO NUNCA PROTESTOU!




 

 "CONDUTORES CEGOS! QUE COAIS UM MOSQUITO  ENGULIS UM CAMELO"!

ANDRÉ DE MORAES: Eu não não defendo partido ou candidato algum, tenho nojo da política! Mas ser bonequinho de fantoche nas mãos dos globalistas, dos senhores do mundo através da Rede Globo pau mandada, é demais, e isso eu não serei!
O povo, o burro que carrega todos os prejuízos nas costas, está fazendo o jogo dos senhores desse mundo e caindo de pau em cima do Lula, Dilma e do PT. Que esses roubaram a torto e a direita, isso roubaram, é vidente, é claro, é inegável, mas perto dos "camelos" que o povo está engolindo o PT é uma menininha!
Passei raiva com os protestos financiados pelo r$ 0,20 e passei mais raiva ainda quando, ao invés de serem r$ 0,20 foram r$ 0,50 e esse mesmo povo burro não abriu a boca pra nada!
E agora o povo está enfurecido, se achando com todos os direitos do mundo, querendo, a qualquer custo, por o Lula e Dilma na cadeia e demonizar (de novo) o PT.
Mas só esses desgraçaram o Brasil? Claro que não! Tem muita gente grande por aí que precisa ser mencionado e o povão nem sequer lembra!
Para lembrarem vou disponibilizar a lista e os valores dos roubos, assim como os nomes dos bois, aliás, dos camelos que o povo está engolindo à seco:
 
 SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS É O MAIOR ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DO BRASIL, SABIA?
http://www.brasildefato.com.br/node/33330

Apenas em 2015, já foram sonegados R$ 426 bilhões, valor que supera desvios na Petrobras, pagamento do Bolsa Família e ajuste fiscal.
30/10/2015
Pedro Rafael Vilela,
De Brasília (DF)

É muito comum a afirmação de que no Brasil a carga tributária é alta, mas pouco se fala sobre o tamanho do rombo nas contas públicas causado pela sonegação de impostos. Levantamento do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) indica que o país soma mais de R$ 1,162 trilhão em débitos tributários inscritos na Dívida Ativa da União. É tudo aquilo que o Estado brasileiro tem que receber judicialmente de pessoas físicas e jurídicas que deixaram de recolher seus impostos.
A maior parte desses débitos (62% ou R$ 723,3 bilhões) são de cerca de 12 mil empresas. O segmento que lidera o ranking dos maiores débitos tributários do país é o industrial, seguido pelo comércio e atividades financeiras.
“Quem sonega imposto no Brasil não são pobres, trabalhadores e classe média. Esses pagam na fonte, o salário já vem descontado, ou então pagam imposto indireto quando adquirem um bem ou quando pagam um serviço. A sonegação é praticada basicamente por grandes empresas, que têm verdadeiros exércitos de advogados pra driblar a legislação e deixar e recolher tributos devidos”, explica João Sicsú, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os dados do levantamento do Sinprofaz revelam que débitos tributários representam mais de 580 vezes os valores desviados da Petrobras, segundo a Operação Lava Jato, oito mil vezes os valores apurados no mensalão e mais de 60 vezes as cifras citadas na Operação Zelotes.

Sonegômetro
Apesar dos valores astronômicos da sonegação, apenas cerca de 1% é recuperado aos cofres públicos. “Isso é muito pouco. Recuperamos por ano cerca de R$ 13 bilhões. Um investimento maior de cobrança dessa dívida poderia fazer o orçamento da União crescer muito”, sustenta João Sicsú, da UFRJ.
Foto: Marcello Casal Jr.
A campanha Quanto “Custa o Brasil pra Você?”, do Sinprofaz, mantêm o painel Sonegômetro, que registra, segundo a segundo, o montante sonegado no Brasil. Em outubro, esse valor já passou dos R$ 426 bilhões e vai chegar R$ 500 bilhões até o fim do ano, o que representa mais de 10% da economia do país.
Segundo o sindicato dos procuradores da Fazenda Nacional, “cerca de 80% [desse valor] passou por mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro”. 
Em recente entrevista, o presidente do Sinprofaz, Achilles Frias, comparou os R$ 426 bilhões em impostos sonegados com a meta de ajuste fiscal de R$ 66 bilhões de reais perseguido pelo governo federal. “Se analisarmos os números trazidos pelo painel da sonegação verificamos como é injusta e desnecessária toda essa recessão imposta à população”, avaliou.
“O que gasta com saúde, educação, habitação, Bolsa Família e seguro-desemprego não chega a R$ 300 bilhões por ano. E o Brasil, só esse ano, além de pagar R$ 500 bilhões em juros da dívida pública para banqueiros e empresários, ainda vai deixar de cobrar outras centenas de bilhões em impostos sonegados. Nós precisamos repensar os gastos do governo, de arrecadação, mas também de cobrança”, argumenta o professor de economia João Siscú. 







 SITE: TOP10.ORG
http://top10mais.org/top-10-maiores-crimes-de-corrupcao-no-brasil/

A revista “Mundo Estranho” da editora Abril trouxe dados preocupantes a respeito dos últimos e maiores escândalos de corrupções presente no governo do Brasil. Os valores dos rombos já surpreendem por si. Mas a revista não relacionou o maior de todos, ao qual a redação do “The Brazilian Post” chama a atenção. Em 1997, no governo de FHC, houve escândalo de corrupção envolvendo a venda da Vale do Rio Doce e a Telebras que deu um prejuízo de R$100 bilhões aos cofres públicos.
Confira o Top 10 nesse contexto:

 

Top 10 maiores crimes de corrupção do Brasil

TOP Crime/Escandalos Ano Rombo
10° Mensalão 2005 R$ 55 milhões
Operação sanguessuga 2006 R$ 140 milhões
Sudam 2001 R$ 214 milhões
Operação Navalha 2007 R$ 610 milhões
Anões do Orçamento 1993 R$ 800 milhões
TRT/SP 1999 R$ 923 milhões
Banco Marka 1999 R$ 1.8 bilhões
Vampiros da Saúde 2004 R$ 2.4 bilhões
Banestado 2003 R$ 42 bilhões
Privataria Tucana 1997 R$ 100 bilhões






FONTE: REVISTA MUNDO ESTRANHO.

OBS.: A REVISTINHA “MUNDO ESTRANHO” SÓ CITOU O PT NA ROUBALHEIRA, OS DEMAIS ROUBOS ELA NÃO DEU OS NOMES DOS “CAMELOS”!
COMO EU NÃOA TENHO RABO PRESO COM PARTIDO ALGUM, DEI O NOME DOS "CAMLOS", ESTÃO EM VERMELHO.

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/os-maiores-escandalos-de-corrupcao-do-brasil

 por Claudia Lima | Edição 122

 Por causa dela, perdemos R$ 12 bilhões em investimentos privados em 2011 – o equivalente a R$ 1,2 mil pagos anualmente por cada trabalhador brasileiro. Conheça os casos mais notórios dos últimos 20 anos*

10. Me dá um dinheiro aí 

CASO: Máfia dos fiscais 
ROMBO: R$ 18 milhões
QUANDO: 1998 e 2008
ONDE: Câmara dos vereadores e servidores públicos de São Paulo.

Comerciantes e ambulantes (mesmos aqueles com licença para trabalhar) eram colocados contra a parede: se não pagassem propinas, sofriam ameaças, como ter as mercadorias apreendidas e projetos de obras embargados. O primeiro escândalo estourou em 1998, no governo de Celso Pitta. Dez anos mais tarde, uma nova denúncia deu origem à Operação Rapa.

9. Olha essa mesada!
CASO: Mensalão (PT)
ROMBO: R$ 55 milhões
QUANDO: 2005
ONDE: Câmara Federal

 10

Segundo delatou o ex-deputado federal Roberto Jefferson, acusado de envolvimento em fraudes dos Correios, políticos aliados ao PT recebiam R$ 30 mil mensais para votar de acordo com os interesses do governo Lula. Dos 40 envolvidos, apenas três deputados foram cassados. A conta final foi estimada em R$ 55 milhões, mas pode ter sido muito maior.

8. Siga aquela ambulância
CASO: Sanguessuga (PSDB)
ROMBO: R$ 140 milhões
QUANDO: 2006
ONDE: Prefeituras e Congresso Nacional

 sanguesugas

Investigações apontaram que os donos da empresa Planam pagavam propina a parlamentares em troca de emendas destinadas à compra de ambulâncias, superfaturadas em até 260%. Membros do governo atuavam nas prefeituras para que empresas ligadas à Planam ganhassem as licitações. Nenhum dos três senadores e 70 deputados federais envolvidos no caso perdeu o mandato.

7. Pobre Amazônia
CASO: Sudam (PSDB)
ROMBO: R$ 214 milhões
QUANDO: 1998 e 1999
ONDE: Senado Federal e União

 8

Dirigentes da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia desviavam dinheiro por meio de falsos documentos fiscais e contratos de bens e serviços. Dos 143 réus, apenas um foi condenado e recorre da sentença. Jader Barbalho, acusado de ser um dos pivôs do esquema, renunciou ao mandato de senador, mas foi reeleito em 2011.

6. Navalha na carne
CASO: Operação Navalha (DEM)
ROMBO: R$ 610 milhões
QUANDO: 2007
ONDE: Prefeituras, Câmara dos Deputados e Ministério de Minas e Energia

7

Atuando em nove estados e no Distrito Federal, empresários ligados à Construtora Gautama pagavam propina a servidores públicos para facilitar licitações de obras. Até projetos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ao Programa Luz Para Todos foram fraudados. Todos os 46 presos pela Polícia Federal foram soltos.

5. Bilhete premiado
CASO: Anões do orçamento (DEM)
ROMBO: R$ 800 milhões
QUANDO: De 1989 a 1992
ONDE: Congresso Nacional

6

Sete deputados (os tais “anões”) da Comissão de Orçamento do Congresso faziam emendas de lei remetendo dinheiro a entidades filantrópicas ligadas a parentes e cobravam propinas de empreiteiras para a inclusão de verbas em grandes obras. Ficou famoso o método de lavagem do dinheiro ilegal: as sucessivas apostas na loteria do deputado João Alves.

4. Cadê o fórum?
CASO: TRT de São Paulo (PMDB)
ROMBO: R$ 923 milhões
QUANDO: De 1992 a 1999
ONDE: Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo

 5

O Grupo OK, do ex-senador Luiz Estevão, perdeu a licitação para a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. A vencedora, Incal Alumínio, deu os direitos para o empresário Fabio Monteiro de Barros. Mas uma investigação mostrou que Fabio repassava milhões para o Grupo OK, com aval de Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, ex-presidente do TRT-SP.

3. Precinho camarada
CASO: Banco Marka (PSDB)
ROMBO: R$ 1,8 bilhão
QUANDO: 1999
ONDE: Banco Central
4

Com acordos escusos, o Banco Marka, de Salvatore Cacciola, conseguiu comprar dólar do Banco Central por um valor mais barato que o ajustado. Uma CPI provou o prejuízo aos cofres públicos, além de acusar a cúpula do BC de tráfico de influência, entre outros crimes. Cacciola foi detido em 2000, fugiu para a Itália no mesmo ano e, preso em Mônaco em 2008, voltou ao Brasil deportado.

2. Chama o Van Helsing
CASO: Vampiros da Saúde (PSDB)
ROMBO: R$ 2,4 bilhões
QUANDO: De 1990 a 2004
ONDE: Ministério da Saúde

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Empresários, funcionários e lobistas do Ministério da Saúde desviaram dinheiro público fraudando licitações para a compra de derivados do sangue usados no tratamento de hemofílicos. Propinas eram pagas para a Coordenadoria Geral de Recursos Logísiticos, que comandava as compras do Ministério, e os preços (bem acima dos valores de mercado) eram combinados antes. Todos os 17 presos já saíram da cadeia.


1. Manda pra fora
CASO: Banestado (PSDB)
ROMBO: R$ 42 bilhões
QUANDO: De 1996 a 2000
ONDE: Paraná

2

Durante quatro anos, cerca de US$ 24 bilhões foram remetidos ilegalmente do antigo Banestado (Banco do Estado do Paraná) para fora do país por meio de contas de residentes no exterior, as chamadas contas CC5. Uma investigação da Polícia Federal descobriu que as remessas fraudulentas eram feitas por meio de 91 contas correntes comuns, abertas em nome de “laranjas”. A fraude seria conhecida por gerentes e diretores do banco. Foram denunciados 684 funcionários - 97 foram condenados a penas de até quatro anos de prisão. O estado obteve o retorno de arrecadação tributária de cerca de R$ 20 bilhões.

*Valores estimados e atualizados pela inflação
Fontes: Andre Carraro, professor do departamento de economia da Unversidade Federal de Pelotas e especialista em corrupção, Museu da Corrupção, Controladoria-Geral da União, ONG Transparência Brasil, site Consultor Jurídico, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo

MENSALÃO TUCANO.

 Em 2005 veio à tona o escândalo que ficou conhecido como "mensalão tucano". De acordo com o Ministério Público, o mensalão tucano foi um esquema de desvio de verbas do governo de Minas Gerais para a campanha do então candidato à reeleição Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. De acordo com as investigações, o principal operador do esquema era o publicitário Marcos Valério, o mesmo do mensalão do PT. Azeredo sempre negou as acusações, da mesma forma como os demais réus, que respondem ao processo na 1ª instância.

OPERAÇÃO SATIAGRAHA. 

 A operação da Polícia Federal comandada pelo então delegado Protógenes Queiroz prendeu, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas, do Banco Opportunity, e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (então no PTB). A operação investigou crimes de corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro cometidos para abastecer o esquema do mensalão.

ATOS SECRETOS DO SENADO

Os atos secretos do Senado eram medidas administrativas tomadas pela cúpula da Casa e que não eram divulgados. Em 2009, uma comissão detectou pelo menos 663 atos secretos. Parte deles foi usada para nomear pessoas ligadas ao então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e a outros políticos. Uma comissão responsável pela análise do caso concluiu que os atos foram resultado de "falha humana" e que não poderiam ser anulados. Os principais apontados como responsáveis pelo caso, o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia (PTC), o ex-diretor de recursos humanos do Senado João Carlos Zoghbi e o ex-chefe do serviço de publicação do Senado Franklin Paes Landim foram condenados por improbidade administrativa pela Justiça Federal em outubro de 2014, mas ainda cabe recurso das sentenças. 

CASO ERENICE
 
Em setembro de 2010, uma reportagem publicada pela revista "Veja" afirmava que então ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, teria atuado em favor de empresas para viabilizar negócios junto aos Correios. 
Essas empresas teriam utilizado os serviços de uma consultoria comandada pelo filho da então ministra Israel Guerra. Duas semanas depois, o jornal "Folha de S. Paulo" trouxe relato de empresários que confirmaram a existência de lobby dentro da Casa Civil e acusam uma empresa em nome de um dos filhos da então ministra, Saulo Guerra, de cobrar dinheiro para conseguir a liberação de empréstimos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Erenice, que era apontada como amiga pessoal da então candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), nega as acusações, mas acabou exonerada. O escândalo veio à tona em pleno ano eleitoral. Em julho de 2012, o inquérito que investigava o suposto caso de tráfico de influência foi arquivado pela Justiça Federal por falta de provas.
Escândalo no Ministério dos Transportes
Uma série de reportagens publicadas em 2011 indicaram irregularidades como superfaturamento em obras sob responsabilidade do Ministério dos Transportes, então comandado pelo senador Alfredo Nascimento (PR-AM).
Segundo as reportagens, parte dos valores superfaturados eram direcionados aos cofres do PR e de políticos da sigla. Menos de uma semana depois das reportagens começarem a ser publicadas, Alfredo Nascimento deixa o cargo. Segundo auditores da CGU (Controladoria Geral da União), pelo menos R$ 760 milhões teriam sido desviados pelo esquema.
Em agosto de 2013, PGR (Procuradoria Geral da República) pede a abertura de um inquérito no STF contra Nascimento e o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, até então apontados como líderes do esquema.
Em dezembro de 2013, a PGR pede o arquivamento do inquérito alegando falta de provas contra a dupla.

CASO CACHOEIRA
Em fevereiro de 2012, a operação Monte Carlo da Polícia Federal prendeu o empresário Carlinhos Cachoeira, apontado como operador de um esquema que incluía a exploração ilegal do jogo do bicho e a intermediação de contratos de empresas privadas com órgãos públicos. Entre as empresas beneficiadas pelo esquema estaria a empreiteira Delta.
As gravações feitas pela PF revelaram também que Cachoeira mantinha estreitas ligações com políticos tanto governistas quanto de oposição, entre eles o ex-senador Demóstenes Torres, então no DEM.
Após as revelações de que Torres atuaria em favor dos negócios de Cachoeira, o então senador é cassado pelo Senado por quebra de decoro parlamentar. Em dezembro de 2012, Cachoeira foi condenado a 39 anos e oito meses de prisão por crimes como corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato.
Como a cabe recurso em relação à decisão, Cachoeira conseguiu um habeas corpus para responder ao restante do processo em liberdade.

Máfia do ISS

Em outubro de 2013, uma operação do Ministério Público de São Paulo e da CGM (Controladoria-Geral do Município) prendeu quatro servidores municipais suspeitos de fazer parte de um esquema de desvio de recursos referentes ao ISS (Imposto sobre Serviços) na capital paulista.
De acordo com as investigações, um grupo de servidores cobrava propina de empreiteiras em troca do abatimento de dívidas fiscais. Estimativas indicam que os desvios tenham chegado a R$ 500 milhões.
Segundo as investigações, o esquema seria comandado pelo ex-subsecretário da Receita Municipal de São Paulo Ronilson Bezerra Rodrigues. Pelo menos 11 pessoas já foram denunciadas pelo esquema e os processos ainda tramitam na Justiça.

Cartel do Metrô de São Paulo

Em maio de 2013, a empresa alemã Siemens revelou a suposta existência um cartel que fraudava licitações para a venda e manutenção de metrôs e trens metropolitano de São Paulo durante as gestões dos governadores tucanos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.
Segundo a denúncia, a empresa reconheceu ter pago propinas a autoridades dos governos do PSDB. O cartel teria ainda a participação de empresas como Alstom, Bombardier, CAF e Mitsui. Covas morreu em abril de 2001, vítima de um câncer. Serra e Alckmin negam participação no esquema.
Executivos das empresas envolvidas são denunciados pelo Ministério Público. Em fevereiro de 2015, a Justiça de São Paulo bloqueou os bens do conselheiro do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) Robson Marinho (foto). Investigações indicam que ele teria recebido propinas da empresa Alstom.


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Maior escândalo de corrupção da História do Brasil foi a privataria tucana

Os meios de comunicação, com seu apoio incondicional às privatizações, foram um dos responsáveis pelo prejuízo de R$ 2,4 bilhões que teve o povo brasileiro


Antonio Lassance* Luciano Pereira / Aloysio Nunes - Flickr
O país teve um prejuízo de pelo menos R$ 2,4 bilhões com as privatizações do patrimônio público dado a preço de banana a grandes corporações privadas, durante o governo FHC.

A estimativa foi feita no clássico estudo escrito pelo jornalista Aloysio Biondi, que, em seu livro "O Brasil privatizado", afirma: 
"O governo diz que arrecadou 85,2 bilhões de reais com as privatizações. Mas contas “escondidas” mostram que há um valor maior, de 87,6 bilhões de reais, a ser descontado daquela 'entrada de caixa'"(p. 68)  


José Cruz / EBC
A obra essencial de Biondi, que chegou a vender mais de 140 mil cópias, acaba de ganhar uma nova edição na coleção História Agora, da Geração Editorial  (256 págs, R$ 29,90).
O cálculo dos prejuízos das privatizações não considera os possíveis ganhos e valorizações posteriores, cujos montantes Biondi reputa incalculáveis. 
As privatizações da mineradora estatal Vale do Rio Doce, em 1997, e do sistema Telebrás, em 1998, foram as mais emblemáticas e vultosas. 
Além de as empresas terem sido subavaliadas, foram entregues com dinheiro em caixa aos que as arremataram em leilões. É como alguém vender uma casa com dinheiro no cofre.

Wilson Dias / EBC
A análise de Biondi expõe a importância crucial dos meios de comunicação para criar a indiferença ou mesmo incitar o apoio da população à venda desenfreada das estatais, feita por aquele governo:
"Sem sombra de dúvida, os meios de comunicação, com seu apoio incondicional às privatizações, foram um aliado poderoso. Houve a campanha de desmoralização das estatais e a ladainha do 'esgotamento dos recursos do Estado'." (p. 21).
O alerta de Biondi é absolutamente atual, haja vista a sanha desencadeada contra toda a empresa Petrobrás em um escândalo no qual o acusado por falcatruas está preso e indiciado por seus crimes, bem diferente do padrão anterior de conivência dos governos diante da corrupção.


A comparação que pode ser feita pela tabela acima, mostrando os números de cada escândalo, evidencia a deliberada desproporcionalidade conferida ao mensalão e às denúncias contra a Petrobrás em relação a outros casos.

 
O ódio insuflado pelo mercado contra o atual governo Dilma se presta ao infame papel de distorcer a compreensão sobre essa página infeliz de nossa história.
O livro de Biondi, relançado, nos dá a chance de nunca esquecer o que fizeram com o Brasil, para jamais permitir que isso se repita.

Referências Bibliográficas: BIONDI, Aloysio. O Brasil Privatizado: um balanço do desmonte do Estado. 11ª edição. São Paulo: Editora da Fundação Perseu Abramo, 1999.

(*) Antonio Lassance é cientista político.




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