segunda-feira, 21 de março de 2016

COMO BOICOTAR A REDE GLOBO.

O boicote não funciona se só pedir para as pessoas “trocarem de canal”; ele é mais eficiente se afetar os negócios de quem anuncia na mídia.

boicote globoOpinião – Rafael Bruza
Dizem que a marca comanda a mídia e a mídia manda no povo. É algo bastante coerente, pois a sociedade realmente tem pouco poder direto sobre a imprensa.
Aliás, é graças a essa situação que os boicotes a Rede Globo que pedem para cidadãos “desligarem a TV” ou “trocarem de canal” são infrutíferos.
As pessoas continuam vendo BBB ou Jornal Nacional e nada muda. O que fazer, então?
Simples: podemos lembrar que nessa lógica dita acima, falta um detalhe: o povo, através de seu padrão de consumo e escolhas, manda na marca, mesmo que não tenha muita consciência disso.
E, mandando em quem manda na mídia, a sociedade faz o que quiser com qualquer meio de comunicação.
Pensem bem: todo conglomerado de mídia se financia através de anunciantes que colocam dinheiro e publicidade em veículos de imprensa.
Sem essa grana, os conglomerados de mídia vão a falência. Ponto. Por isso até mesmo o jornalismo tem menos importância que as intenções dos anunciantes.
São eles que colocam a grana na mídia, então eles que mandam.
Sendo assim, o boicote perfeito a Rede Globo não deve ser feito diretamente a emissora, mas aos anunciantes que colocam dinheiro e publicidade nesse conglomerado.
Ou seja, a sociedade nada conseguirá boicotando a Globo ou exigindo o cancelamento de sua concessão, pois essa convocatória não aparecerá na imprensa, não ganhará repercussão e tende a fracassar rapidamente.
Mas se uma quantidade mínima de cidadãos boicotarem empresas que anunciam no conglomerado dos Marinhos, terão controle direto sobre as marcas anunciantes e, portanto, mandarão indiretamente na mídia.
Para isso, só é preciso de (1) uma lista de quais empresas anunciam no horário nobre da emissora, que é o mais caro da televisão nacional e (2) incentivar as pessoas a não comprarem os produtos dessas empresas através de uma campanha midiática coerente. Pronto.
Se os anunciantes perceberem que a publicidade feita no horário nobre da Rede Globo é negativa para seus negócios, não anunciarão mais lá, pois a verba gasta em publicidade não seria mais rentável.
E então a mídia será obrigada a realizar mudanças para agradar a sociedade e as marcas anunciantes, de forma que deixe de perder dinheiro com a insatisfação social gerada por sua conduta moral.
Dou um exemplo prático.
Vamos supor que Natura, BMW, e Itaú fizeram anúncios nos intervalos do Jornal Nacional.
A convocatória de boicote faz uma lista desses anunciantes e incentiva as pessoas a não comprarem produtos dessas empresas só porque elas deram dinheiro para a Rede Globo.
Se a sociedade seguir minimamente essa campanha contra as empresas, o boicote estará pronto.
Imagine como a diretoria dessas multinacionais receberia a notícia de que o público alvo almejado boicotou seus produtos pelo anúncio feito no Jornal Nacional.
Eles ficariam desesperados por terem invertido milhões em uma publicidade que foi negativa para sua imagem/vendas!
E ao não ver eficiência em anunciar na Rede Globo, a emissora perderá uma de suas principais fontes de financiamento.
É um boicote simples, efetivo e fatal.
A Espanha foi palco de uma campanha desse tipo, feito em 2012 por apenas um blogueiro, chamado Pablo Herrerra.
O alvo foi a emissora de televisão Telecinco, da poderosa Mediaset, um conglomerado de mídia italiano dono de enormes canais de televisão comerciais da Europa.
Na época, a Espanha estava comovida pelo suposto assassinato da jovem Marta del Castillo, que desapareceu em Sevilha e nunca foi encontrada.  Entre os suspeitos do crime estavam o ex-namorado da jovem e um amigo dele conhecido como “El Cuco”.
Seguindo a linha de enorme interesse midiático que o caso despertava, a emissora Telecinco pagou a mãe do jovem El Cuco para realizar uma entrevista no programa “La Noria”, transmitida no horário nobre da televisão espanhola.
Pablo Herrera ficou indignado que com a informação de que a principal emissora do país pagou a mãe de um criminoso para realizar tal entrevista. Foi então que ele criou e difundiu na Internet um movimento de boicote aos anunciantes da Telecinco.
Diariamente o jornalista listava quais anunciantes colocaram publicidade no “La Noria” e pedia para que os cidadãos não comprassem seus produtos. A campanha, portanto, não era contra a emissora, mas sim contra quem anunciava nela.
O resultado?
TODAS as anunciantes do programa deixaram de colocar publicidade nesse horário da grade e o “La Noria” teve que ser cancelado diante da repercussão do caso.
A emissora processou o jornalista alegando que ele realizava ameaças e coações aos responsáveis pelo programa. Pediu 3,7 milhões de euros e 3 anos de prisão a Herrera.
Mas o blogueiro foi inteligente: sabendo do apoio que recebia da opinião pública, ampliou sua campanha pedindo para que os cidadãos não comprassem nenhum produto de nenhum programa da Telecinco até que a emissora retirasse o processo contra ele.
E a causa cresceu ainda mais.
Telecinco desistiu do processo e reconheceu em nota a “liberdade dos anunciantes para gerir suas ações de publicidade”. E pronto.
Pablo Herrera conseguiu seu objetivo de cancelar o programa e evitar que qualquer outro canal de TV pague parentes de suspeitos para realização de entrevistas. Teve sucesso no boicote.
O caso serve de exemplo para o Brasil.
Quem quiser boicotar a Globo não tem alternativa a não ser a realização de companhas contra quem anuncia na emissora. É a única forma de afetar o financiamento de grupos de mídia, que é prioridade e o tendão de Aquiles de qualquer empresa de comunicação.
Falta, claro, colocar a mão na massa.
 

AGRADEÇO AO LEITOR "EMÍLIO" QUE NOS DEU UMA LISTA DOS PRINCIPAIS PATROCINADORES DESSA REDE BANDIDA DE TELEVISÃO.
AGORA CABE A CADA UM DE NÓS BOICOTARMOS AS MARCAS E DIZER À TODOS O PORQUE  DISSO: POR APOIAR A BANDIDA REDE GLOBO E AJUDÁ-LA A ACABAR COM NOSSA NAÇÃO!

Gastos com publicidade no Brasil crescem 0,8% no 1º semestre

Investimento publicitário se mantém em 2015, aponta Ibope Media.
Genomma, Via Varejo e Unilever lideram lista de maiores anunciantes.

Do G1, em São Paulo
Os gastos com publicidade no país somaram R$ 60,1 bilhões no 1º semestre de 2015, o que corresponde a um valor 0,8% maior ao registrado nos seis primeiros meses de 2014, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Ibope Media, a partir de pesquisa regular de monitoramento dos investimentos nos principais meios de comunicação e mercados do país.
"Sem o apelo comercial que o Mundial de Futebol proporcionou na primeira metade do ano passado e com um mercado anunciante mais cauteloso, os investimentos publicitários realizados no 1º semestre de 2015 se mantiveram estáveis e permaneceram no mesmo patamar de 2014", destacou o Ibope em seu relatório.
Apesar dos investimentos se manterem estáveis, ocorreram inversões no ranking de maiores anunciantes. Pela primeira vez, uma empresa do segmento de varejo ou de bens de consumo não aparece na liderança.
Maiores anunciantes
Durante o 1º semestre de 2015, o laboratório mexicano Genomma (do segmento de Higiene Pessoal, Beleza e Farmacêutica) foi o maior anunciante do país, acumulando R$ 2,13 bilhões de investimentos em mídia, um crescimento de 34% em relação ao ano anterior, segundo o Ibope. Em 2014, neste mesmo período, o anunciante ocupou a terceira posição.
A Via Varejo, dona das redes Casas Bahia e Ponto Frio, foi a segunda maior anunciante nos primeiros seis meses do mês, com R$ 2,11 bilhões em mídia, uma alta de 4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A Unilever, que ocupava a primeira posição em 2014, totalizou R$ 1.93 bilhões de investimento, uma queda de 21% em relação ao 1º semestre de 2014.
Na sequência, aparecem Hypermarcas e Caixa. Completam o top 10 de maiores anunciantes: Ambev, Petrobras, telefonica, Fiat e Itaú.
Entre os 30 maiores anunciantes, destaque também para empresas que estavam ausentes no ranking anterior, como o Boticário, JBS e  BRF Brasil Foods. Estas duas últimas tem travado este ano batalha pela conquista dos consumidores no setor de alimentos processados.
No ranking de setores, Comércio e Varejo segue na liderança, representando 19% dos investimentos destinados em mídia (R$ 11,6 bilhões). Em seguida, aparece o setor de Serviços ao Consumidor, com R$ 6,39 bilhões e o de Higiene Pessoal e Beleza, com R$ 6,36 bilhões.
Levantamento do Ibope lista os 30 maiores anunciantes no 1º semestre no brasil (Foto: Divulgação)Levantamento do Ibope lista os 30 maiores anunciantes no 1º semestre no brasil (Foto: Divulgação)
Meios
Entre os meios monitorados, a TV aberta segue com a maior fatia do bolo publicitário, com R$ 33,1 bilhões. Somados os investimentos destinados ao merchandising, o meio obteve 60% de participação no total investido no período, seguido por jornal (13%) e pela TV por assinatura (10%).
Os investimentos em formatos display na internet alcançaram 7% de participação do total em mídia destinado pelas agências e anunciantes. O Ibope lembra que, em 2015, este formato passou ser monitorado com uma nova metodologia de coleta, o que impossibilita sua comparação com os dados do ano anterior.
Praças
No ranking dos maiores mercados do país, São Paulo continua na liderança, absorvendo 24% da verba total. Rio de Janeiro (10%), Belo Horizonte (4%), Porto Alegre (3%) e Curitiba (3%) completam a lista dos cinco maiores mercados em volume de investimento publicitário.
Agências
No ranking das agências, a YR manteve a primeira posição, intermediando o equivalente a R$ 3,6 bilhões em mídia no primeiro semestre. Em seguida, aparece a Ogilvy & Mather Brasil, com R$ 1,8 bilhão, e a agência Africa, com R$ 1,5 bilhão.

7 comentários:

  1. Eis a lista dos maiores anunciantes http://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2015/07/gastos-com-publicidade-no-brasil-crescem-08-no-1-semestre.html

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    1. VALEU PELA DICA!POSTAREI ESSA LISTA NO BLOG LHE AGRADECENDO!

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  2. Acho que é a única alternativa que nos resta. Algúem podia listar as empresas (acredito q vão mudando algumas)e encaminhar para todos nós replicarmos e boicotarmos. É preciso uma espécie de comando, mas sem se expor para evitar alguma pressão ou repressão

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  3. Acho que é a única alternativa que nos resta. Algúem podia listar as empresas (acredito q vão mudando algumas)e encaminhar para todos nós replicarmos e boicotarmos. É preciso uma espécie de comando, mas sem se expor para evitar alguma pressão ou repressão

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    1. SERIA MUITO BOM ISSO MESMO!
      A QUESTÃO É QUE O POVO TÁ TÃO MANIPULADO QUE QUALQUER INVESTIDA CONTRA A GLOBO É ENCARADA COMO SE FOSSE UM ATAQUE AOS BRASILEIROS!

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    2. SE VOCÉ PENSAR ASSIM VOCÊ TA SE ACOVARDANDO FAZENDO FOGO AMIGO..O.BRASILEIRO TEM DE BOICOTAR O ZÉ DO CONTRA QUE SEMPRE APARECE NO MEIO PRA FALACIAR SENSO COMUM E TENTAR BARRAR O MOVIMENTO PELA RAIZ..VAMOS PARAR COM FOGO AMIGO..

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  4. ESTÁ DANDO PROBLEMA PARA COMPARTILHAR NO FACEBOOK E NO GOOGLE, E NO PINTEREST TAMBÉM. A IMAGEM DO ARQUIVO NÃO APARECE.

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