quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

AGÊNCIA DA ONU PROPÕE ESTERILIZAR AEDES AEGYPTI COM RADIAÇÃO!

 

 fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/02/agencia-da-onu-propoe-esterilizar-aedes-aegypti-com-radiacao.html



Agência de energia atômica terá reunião com autoridades brasileiras.
Machos expostos à radiação tornam-se inférteis, diminuindo população.

Um “novo” método para tornar mosquitos machos inférteis por radiação nuclear poderia ajudar a reduzir as populações do aedes aegypti, mosquito transmissor do zika, dengue e chikunguia, disse a agência de energia atômica da Organização das Nações Unidas nesta terça-feira.



Especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que tem sede em Viena, vão se encontrar com autoridades brasileiras em 16 de fevereiro para discutir como melhor implementar a chamada Técnica do Inseto Estéril no país que é sede da Olímpiada de 2016.
"Se o Brasil soltar um grande número de machos estéreis, levaria poucos meses para reduzir a população, mas isso tem que ser combinado com outros métodos”, afirmou o vice-diretor-geral da AIEA, Aldo Malavasi, à imprensa.
Além da técnica, o alastramento do vírus zika, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência de saúde pública internacional, poderia ser enfrentado por esforços sanitários mais intensos, o uso de inseticidas ou armadilhas.
Entenda a técnica
A técnica, adaptada de métodos antigos usados para reduzir as populações de outros insetos, como a mosca-das-frutas, envolve expor os machos do mosquito Aedes aegypti a raios-X ou gama para tornar o esperma estéril.
Esses mosquitos machos criados em laboratório poderiam então ser soltos para cruzar com as fêmeas da espécie que, então, levariam ovos que nunca se desenvolveriam, reduzindo assim o número de insetos numa determinada área sem matar animais ou usar químicos.
"É planejamento familiar para insetos”, disse Jorge Hendrichs, chefe do setor de controle de pestes e insetos da AIEA, que oferece o conhecimento tecnológico para países membros interessados de forma gratuita para que eles possam planejar e gerir os seus próprios programas.
Uma geração de mosquitos machos estéreis leva cerca de um mês para ser produzida. Eles devem superar a quantidade dos mosquitos machos nativos em 10 ou 20 vezes para deixar uma marca na população do inseto.

Uma garota coloca a mão em uma caixa com mosquitos Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, geneticamente modificados durante uma exposição educacional da empresa britânica de biotecnologia Oxitec em Piracicaba, no interior de São Paulo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)Uma garota coloca a mão em uma caixa com mosquitos Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, geneticamente modificados durante uma exposição educacional da empresa britânica de biotecnologia Oxitec em Piracicaba, no interior de São Paulo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
Isso requer milhões de machos, tornando o método mais apto para vilas ou cidades do que para metrópoles, disse Malavasi.
Em testes durante vários meses na Itália, a técnica ajudou a cortar populações de mosquito em cerca de 80 por cento, e na China o sucesso chegou a 100 por cento, segundo Konstantinos Bourtzis, do laboratório de controle de insetos e pestes da AIEA.
Além do Brasil, outros países como México, Guatemala, El Salvador e Indonésia também requisitaram a tecnologia da AIEA.
Outros mosquitos modificados
Já existem outras técnicas em teste no Brasil que têm o objetivo de modificar o Aedes aegypti para diminuir a população total dos mosquitos ou para torná-los incapazes de transmitir doenças. É o caso dos mosquitos geneticamente modificados produzidos pela empresa Oxitec e dos mosquitos com bactéria Wolbachia pesquisados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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