terça-feira, 19 de março de 2013

19- A CEGUEIRA DOS PASTORES DE HOJE.



A Cegueira dos Pastores

"... não conheceis os sinais dos tempos?" [Mateus 16:3b].

Texto retirado do site: http://www.espada.eti.br

No Velho Testamento Deus teve palavras muito severas a dizer aos líderes israelitas porque o sacerdócio degenerara a uma mera forma litúrgica e continha pouca substância preciosa. A maioria dos profetas que profetizavam não tinha sido enviada por Deus e o que eles diziam era aquilo que o povo queria ouvir. Os próprios homens cuja responsabilidade era representar Israel diante de Deus e falar "Assim diz o Senhor" a Israel, deixaram de reconhecer que sua tarefa primordial era pastorear as ovelhas — não imergirem-se em rituais e buscar o ganho pessoal. Embora esses homens passassem suas vidas inteiras sendo governados pela Lei de Deus, poucos deles compreendiam a Palavra de Deus e a obedeciam de todo o coração.
"Os sacerdotes não disseram: Onde está o SENHOR? E os que tratavam da lei não me conheciam, e os pastores prevaricavam contra mim, e os profetas profetizavam por Baal, e andaram após o que é de nenhum proveito." [Jeremias 2:8].
"Porque os pastores se embruteceram, e não buscaram ao SENHOR; por isso não prosperaram, e todos os seus rebanhos se espalharam." [Jeremias 10:21].
"Muitos pastores destruíram a minha vinha, pisaram o meu campo; tornaram em desolado deserto o meu campo desejado." [Jeremias 12:10].
"Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR. Portanto assim diz o SENHOR Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o SENHOR." [Jeremias 23:1-2].
Logicamente, a palavra pastor refere-se aqui àqueles a quem Deus colocou em posições de liderança espiritual. E em um dos exemplos de cegueira espiritual mais inacreditável já registrado nos anais da história, esses homens, como um grupo — falharam totalmente em reconhecer a vinda de seu longamente aguardado Messias. Como eles puderam ser tão cegos? Deus já tinha providenciado para eles um calendário para a chegada do Messias por meio do profeta Daniel, de modo que eles não tinham desculpas!
"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador." [Daniel 9:24-27].
Os eruditos modernos determinaram que a ordem do rei Artaxerxes para restaurar e reconstruir Jerusalém foi expedida em 445 AC. Portanto, 69 "semanas de anos", ou 483 anos depois, o Messias de Israel estaria em cena! O erudito britânico e estudioso da Bíblia, Sir Robert Anderson, calculou que de 14 de março de 445 AC até 6 de abril de 32, passaram-se exatamente 483 anos lunares (ou proféticos) de 360 dias e essa foi precisamente a data em que Jesus apresentou-se a Israel como seu Messias. Ele fez isso ao entrar triunfalmente em Jerusalém montado em um jumentinho — um evento que o profeta Zacarias predisse que o Messias cumpriria. [Zacarias 9:9].
Assim, usando apenas um pouco de senso comum e lógica, os líderes experientes de Israel deveriam ter podido predizer a estrutura de tempo geral da chegada do Messias. No entanto, eles tinham se tornado tão preocupados com a política e a autopromoção que quando o Salvador chegou, somente alguns humildes pastores (no sentido literal do termo) e um grupo de pagãos observadores dos astros (os "magos", ou sábios da Babilônia) foram as únicas pessoas cientes do fato. O Deus Todo-Poderoso tornou-se homem com o intento de redimir Suas criaturas caídas e mesmo assim elas não o receberam! [João 1:1] O evento mais estupendo em toda a história humana ocorreu em um humilde estábulo em Belém da Judéia e todos aqueles que deveriam estar ansiosamente aguardando o acontecimento estavam dormindo em suas casas — alegremente ignorantes.
Infelizmente, encontramo-nos em uma situação similar hoje em dia. A mentalidade "podemos ver as árvores, mas não a floresta" entre muitos pastores continua invencível desde os dias do primeiro advento do Senhor, quando Ele fez os seguintes comentários:
"E, chegando-se os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu. Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos?" [Mateus 16:1-3].
Jesus Cristo estava sistemática e miraculosamente cumprindo os requisitos da profecia messiânica diante dos olhos deles, mas eles se recusaram a reconhecer a verdade! As credenciais dele eram impecáveis e todos os aspectos de Sua vida e ministério estavam além de qualquer reprovação, porém mesmo assim eles não o aceitavam. Por quê? Era a rejeição devida unicamente à ignorância da parte deles? Certamente que não, porque muitos dentre o povo comum reconheceram o Messias, de modo que faz sentido que os governantes e líderes também o reconheceram! Aqueles homens não eram estúpidos — eram a elite intelectual da sociedade daquele tempo e conheciam as Escrituras do início para o fim e do fim para o início. A maioria deles podia citar largas porções de memória, de modo que ignorância da informação factual não era o problema. A dureza de seus corações e a cegueira espiritual — a incapacidade de compreender e aplicar os fatos das Escrituras em uma caminhada espiritual com Deus — os levou a fazer a escolha deliberada de prestígio e riqueza pessoal sobre aquilo que eles obviamente percebiam ser uma "causa perdida". Encontramos esse sentimento expresso no seguinte verso:
"Se o deixamos assim, todos crerão nele, e virão os romanos, e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação." [João 11:48].
Sim, aqueles safados sem-vergonha reconheceram o Messias, mas acharam que Ele e seus seguidores não derrubariam o domínio romano. Assim, optaram por reter o status quo em que eles eram os peixes grandes. Conscientemente, traíram Jesus Cristo — seu Messias — de modo a se manter na liderança e, ao fazerem isso, literalmente violaram quase todas as leis no livro. Com esse ato vil, os pastores de Israel acabaram no fim sacrificando seu rebanho ao deixarem de compreender o pleno significado espiritual do Messias — que Ele era de fato "Emanuel" — Deus conosco!
"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel." [Isaías 7:14].
Prosseguindo com esse pensamento, retornamos ao tempo presente. A história se repete e mais uma vez muitas das ovelhas dispersas de Deus estão sendo conduzidas por "guias cegos" [Mateus 23:24] — pastores que se recusam a reconhecer os sinais dos tempos e continuam a derribar celeiros para construir outros maiores [Lucas 12:18]. O crescimento da igreja e o prestígio entre os colegas pastores é uma pandemia entre os evangélicos atualmente. A ênfase em planos e programas especificamente planejados para produzir crescimento ocupa a mente dos pastores e quase nada mais parece importar. Encher os bancos usando táticas que são pouco mais que entretenimento e solicitar grandes ofertas para financiar a construção de Casas de Adoração e Centros da Vida Familiar que custam milhões mantêm não apenas um, mas na maioria dos casos, uma equipe de vários pastores que vivem tão atarefados quanto formigas em um formigueiro. No entanto, o pragmatismo obsessivo mascara o fato horrendo que a maioria dos "convertidos" pode, na verdade, ser formado por não-convertidos. Em algum ponto, os bois foram colocados atrás para empurrar o carro, e não na frente, para puxá-lo, e Satanás está muito feliz em cooperar, colocando hordas de seu joio no meio de algumas espigas de trigo. Estou convencido que muitos pastores compreendem que isso é o que acontece em seus ministérios. No entanto, como os pastores de Israel, eles estão satisfeitos em reter o status quo atual. Eles reconhecem que sacudir o barco significaria a perda de poder, de prestígio e até da sua aposentadoria — de modo que os negócios devem prosseguir da forma habitual!
Para esses homens aparentemente pouco importa que os sinais dos tempos estejam novamente proclamando que um evento estupendo está iminente — "às portas" [Mateus 24:33]. Ah, eles ocasionalmente mencionam que Jesus Cristo está vindo para sua igreja e recomendam a série de livros Deixados Para Trás, etc., mas instilam nas mentes de sua congregação um conceito que é, com toda a probabilidade, falso — a premissa que a vinda do Senhor ocorrerá em um momento propício de modo a poupar todos os crentes de sofrerem intensa perseguição, e até a morte. A suposição é que toda a perseguição será infligida durante o Período da Tribulação, mas não antes. Entretanto, a igreja foi perseguida desde sua formação e está se tornando cada vez mais aparente que ela provavelmente deixará este mundo da mesma maneira. Os filhos de Deus em todo o mundo estão enfrentando uma crescente animosidade de um público hostil e isso somente piorará à medida que o mal continuar a ganhar terreno.
É de particular preocupação para nós na Cutting Edge o profundo desinteresse que a maioria dos pastores mostra quando confrontados com informações de uma natureza ocultista. Com poucas e preciosas exceções, a compreensão deles é mínima e eles a querem manter desse modo! A atitude deles é da velha máxima, "Não vejo nada de mal, não ouço nada de mal, não falo nada de mal." Em outras palavras, "Não procure problemas, e os problemas não o procurarão!" Dizer que há uma conspiração satânica por trás dos eventos atuais é convidar a ridicularização velada. No entanto, a Bíblia é bem clara que esse será o caso durante os últimos dias. Assim, por que os pastores estão tão relutantes em admitir o óbvio?
A conclusão é inevitável — muitos deles são apóstatas e estão meramente representando seu papel em levarem por meio do engano o maior número possível que puderem de crentes incautos à complacência e ao eventual desastre. Alguns dos outros são genuínos, mas prestam atenção às credenciais acadêmicas e às "táticas bem-sucedidas ao ministério" dos apóstatas — e terminam aderindo a princípios e preceitos engenhosamente planejados e feitos para enganar. Satanás simplesmente ama os planos e programas e todos os tipos de atividades que mantêm as pessoas se sentindo bem consigo mesmas e atarefadas. "Religião" é sua especialidade e seu ofício e quanto mais emoção carnal ele puder despertar no processo, mais ele gosta! Assim, você precisa ficar alerta!



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Que Deus o abençoe.
 
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/p216.asp

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